quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Política

Posse de Lobão inaugura luta PT X PMDB por cargos

Longe de pacificar, a nomeação de Edison Lobão para o ministério das Minas e Energia acendeu uma disputa entre os dois maiores sócios majoritários do consórcio governista: PMDB e PT. As legendas medem forças pelo controle das companhias elétricas, jóias da coroa estatal. Juntas, movimentam um orçamento estimado para 2008 em mais de R$ 5 bilhões. Tocam algumas das mais vistosas obras do PAC.
Lideranças do PT espantaram-se com uma expressão usada pelo ministro José Múcio, coordenador político de Lula, ao delimitar o raio de ação de Lobão. Disse que o novo ministro terá “carta branca” para recompor o organograma da pasta.
“Não aceitaremos pacificamente a desmontagem do ministério”, disse ao blog um mandachuva do petismo. “Não temos preocupações hegemônicas, mas consideramos essencial que os postos de direção das principais empresas do setor sejam ocupados pelo partido do ministro”, redargüiu um grão-peemedebista.
O PT controla no ministério agora confiado a Lobão cerca de três dezenas de cargos. Escorado na ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), espera salvar a maioria. Embora vencida na escolha de Lobão, um nome para o qual sempre torceu o nariz, Dilma tem a pretensão de funcionar como espécie de filtro de Lula na dança de cadeiras que se avizinha.
Ciente da fragilidade técnica de Lobão e do poder de fogo de Dilma, o PMDB foge da briga. Dispõe-se a negociar as nomeações. Aceita compartilhar o ministério com o PT. Concorda em manter a salvo do troca-troca os melhores quadros técnicos. Mas chega ao ministério com um lote de nomes dos quais não abre mão.
De cara, Lobão vai trocar o secretário-geral da pasta. Decidiu despachar Nelson Hubner. Ligado a Dilma, ele vinha respondendo interinamente pelo ministério desde que a cabeça de Silas Rondeau fora ceifada pela lâmina da Operação Navalha. Como demonstração de boa vontade, pretende-se acomodar no posto o engenheiro catarinense Márcio Zimmermann. Já é funcionário do ministério. Embora seja próximo de José Sarney, não é rejeitado por Dilma. Bem ao contrário.
Em contrapartida, as outras trocas já programadas pelo PMDB não agradam nem à chefona da Casa Civil nem ao PT. O comando da Eletrobrás Lobão deseja entregar a Astrogildo Quental, outro personagem que é unha e carne com Sarney. Sai Valter Cardeal, homem de Dilma.
A Eletrosul, Lobão quer confiar ao peemedebista Paulo Afonso, ex-governador de Santa Catarina. Sai Ronaldo Custódio, de novo um homem da confiança de Dilma. Para a Eletronorte, o novo ministro deseja nomear Lívio Rodrigues de Assis, um apadrinhado do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA).
No ano passado, o PMDB já havia cravado o ex-prefeito carioca Luiz Paulo Conde na presidência de Furnas. Foi uma das condições impostas pela bancada peemedebista para votar a favor da CPMF na Câmara.
Por conta da mesma votação, o partido arrancou de Lula o compromisso de nomear Jorge Luiz Zelada, dodói do PMDB de Minas Gerais, para a diretoria Internacional da Petrobras. Promessa que Lula vinha empurrando com a barriga e que Lobão chega à Esplanada decidido a honrar.
De resto, há uma velha demanda do PR, outro partido do consórcio lulista, aguardando na fila da fisiologia que se formou na porta do ministério das Minas e Energia. O PR quer emplacar Lúcio Alcântara, ex-tucano e ex-governador do Ceará, no comando da Chesf. Um pleito que, em reserva, Lobão mostra-se disposto a atender.
Dificilmente as barricadas que o PT vai armar conseguirão deter a marcha do PMDB rumo ao organograma das Minas e Energia. Apesar das resistências de Dilma, Lula convenceu-se de que ou atende o PMDB ou não terá mais sossego no Congresso. Restará ao PT zelar para que os prováveis novos comandantes de estatais não desalojem os petistas abrigados nas diretorias e em postos inferiores.
Essa briga promete. Será uma luta curiosa. Os partidos entrarão com os punhos. O contribuinte, com a cara. Entre jabs e esquivas, vão ao plano secundário os problemas do setor elétrico. Problemas cabeludos.

Fonte: Blog do Josias

Aécio critica investimento brasileiro em Cuba

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, disse hoje que o governo brasileiro não deve fazer investimentos em Cuba. As palavras foram uma crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que regressou de viagem àquele país. A objeção maior é com relação a dois tratados, que, embora não tenham sido fechados na visita do presidente, continuam em negociação. Um deles, de US$ 600 milhões, para recuperação da malha viária cubana, e outro de US$ 47 milhões, para reconstrução da rede hoteleira.
"A prioridade central é reconstruir a infra-estrutura do país, no que diz respeito às suas estradas, aos seus portos, ao seu sistema de saúde. Certamente esse investimento em Cuba não deveria ser, nesse momento, uma prioridade", afirmou. As declarações foram dadas em Belo Horizonte, durante visita feita pelo governador a uma unidade de prestação de serviços à população.
De acordo com Aécio, estão ocorrendo acidentes gravíssimos nas rodovias federais que cortam Minas, muitos em razão da precariedade das pistas. "O péssimo estado de algumas rodovias federais tem feito com que o trânsito seja desviado para as rodovias estaduais, inclusive trazendo prejuízo para os investimentos que o Estado já vinha fazendo", acrescentou.
As expectativas eram de que, em sua viagem a Cuba, o presidente Lula anunciasse investimentos de aproximadamente US$ 1 bilhão. Na realidade, os contratos firmados ficaram em apenas 20% desse valor - referentes à ampliação para US$ 200 milhões da linha de crédito para a exportação de alimentos brasileiros à ilha.

Fonte: Agência Estado

Tucanos criticam gastos da União com passagens e diárias

Em 2007, as despesas com viagens chegaram a R$ 1,2 bilhão

Deputados do PSDB afirmaram nesta terça-feira que este é definitivamente o governo da gastança. Segundo levantamento da organização não-governamental Contas Abertas, em 2007 a União torrou R$ 1,2 bilhão com viagens - que incluem passagens, diárias e locomoção. Nos últimos quatro anos, os gastos contabilizados apenas com diárias aumentaram 33,3%, o que equivalente a R$ 154,1 milhões. "A gestão Lula precisa perder o vício de gastar excessivamente. Se o governo fosse mais racional, a população certamente pagaria menos impostos", avaliou o deputado Nilson Pinto (PA).

PATRIMONIALISMO
O valor desembolsado com esses itens pelos servidores públicos, militares e autoridades é liderado pelas despesas do Poder Executivo. O Ministério da Defesa é o primeiro no ranking de gastos e usou R$ 154,1 milhões para a compra de bilhetes e pagamento de diárias e locomoção. Em seguida vem o Ministério da Justiça, com R$ 148,9 milhões. "Estão mantendo o custeio da máquina administrativa elevado. Os dados mostram claramente onde é possível fazer os cortes anunciados pelo governo federal", apontou o parlamentar.
Ainda de acordo com dados da ONG, a máquina pública custou R$ 9,4 bilhões aos cofres da União em 2007, maior marca desde o início da gestão Lula. Para o deputado Vanderlei Macris (SP), a administração petista não prima por um ajuste que emagreça os gastos em prol do interesse público. "É uma administração patrimonialista. Nessa visão, o dinheiro é de quem detém o poder. O resultado é um governo na contramão da sociedade", ressaltou.
Macris acredita que o Planalto não está preocupado em economizar. "Se for preciso arrecadar mais impostos para bancar seus luxos, ele assim o fará. É preciso viabilizar um ajuste fiscal de olho na despesa, e não na receita", ponderou. Os valores foram extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e registram dispêndios dos órgãos públicos federais e entidades vinculadas com diárias de pessoal civil, militar e com passagens, bilhetes e locomoção.
Além disso, no momento em que a ordem do governo federal é "apertar o cinto" dos gastos do Orçamento com custeio e viagens para compensar a perda da CPMF, a Presidência tomou o caminho inverso no que se refere ao conforto em seus aviões, como informa o jornal Folha de S. Paulo de hoje. Isso porque o contrato com uma empresa privada para fornecimento de alimentação para as aeronaves presidenciais acaba de ter um aumento de 14,87%, já descontada a inflação de 2007. Passou de R$ 1,5 milhão para R$ 1,8 milhão, segundo o "Diário Oficial" da União de ontem.

Fonte: Agência Tucana

Araújo: US$ 1 bi investido por Lula em Cuba é dívida de gratidão

Para tucano, recursos foram direcionados por afinidade ideológica

O deputado Bruno Araújo (PE) criticou nesta terça-feira o financiamento do BNDES de US$ 1 bilhão anunciado ontem pelo presidente Lula durante sua viagem a Cuba, comandada pelo amigo e ditador Fidel Castro. "Seguramente, esses investimentos são explicados por uma vinculação política e ideológica. O Brasil poderia ter muito mais resultados se esse aporte de recursos tivesse uma razão comercial e econômica", afirmou.

AJUDA BILIONÁRIA
O pacote de investimentos na ilha de Fidel será direcionado para a produção de alimentos, obras de infra-estrutura viária, remodelação da rede hoteleira, financiamento para a indústria farmacêutica, exportação de tecnologia para fábrica de níquel e a construção de uma fábrica de lubrificantes pela Petrobrás. Acordos na área de energia e saúde também devem ser assinados entre os dois governos.
Integrante da comitiva presidencial que se encontra desde ontem em Havana, o próprio ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reconhece que a "ajuda" ao país vizinho é uma forma de "sedimentar uma relação que sempre foi politicamente excelente". "Isso é um pagamento de um dívida de gratidão. A afinidade ideológica do presidente Lula e dos integrantes de seu governo com os governantes de Cuba é muito conhecida. Além disso, não se justifica investimentos desse porte em uma ilha com uma economia inexpressiva em termos globais", rechaçou Araújo.
A Petrobrás também deve atuar com mais intensidade no país latino-americano a partir deste ano. Segundo o Planalto, um dos acordos assinados permitirá que a estatal seja a responsável pela exploração e produção de petróleo no Golfo do México.

Fonte: Agência Tucana

Em nota, PSDB cobra posição clara de Lula contra as Farc

Partido condena posição ambígua do Brasil sobre grupo guerrilheiro

Em nota assinada pelo presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), o PSDB cobra um posicionamento contundente do presidente Lula contra as ações criminosas das Farc em território colombiano. "Se o presidente Lula preza a democracia e a liberdade, como os brasileiros prezam, não pode deixar de condenar, de forma clara e segura, as ações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia", afirma Guerra no documento divulgado nesta terça-feira.

COMPORTAMENTO VERGONHOSO
O presidente do PSDB também classifica de "vergonhoso" o comportamento de Lula que, durante seu programa de rádio transmitido na última segunda-feira, não manifestou solidariedade às vítimas da organização terrorista. "No mesmo dia em que se noticia o seqüestro pelas Farc de mais seis cidadãos colombianos, inocentes turistas, é vergonhoso para o Brasil que seu presidente peça ao governo da Colômbia para negociar com os narcoguerrilheiros, sem uma palavra sequer de solidariedade a essas vítimas e outras, mais de 700, que são mantidas acorrentadas na selva colombiana", critica Guerra, em outro trecho da nota.
O tucano exige ainda que o mandatário da nação diga à população brasileira se considera as Farc um grupo criminoso ou um movimento político legítimo. "Com quem está o presidente Lula? Com seu amigo Hugo Chávez, que trata as Farc como um movimento político legítimo? Ou com a sociedade brasileira e o chanceler Celso Amorim, que se pronunciou contra isso? O silêncio do presidente enfraquece a declaração do chanceler e mantém a ambigüidade sobre a posição do Brasil", avalia o senador pernambucano.
No último domingo, as Farc sequestraram seis turistas - cinco colombianos e um norueguês - que viajavam em uma lancha num rio em Nuquí, cidade localizada a 370 quilômetros de Bogotá. A ação foi realizada menos de uma semana após a libertação de duas reféns mantidas pelo grupo guerrilheiro - Clara Rojas e Consuelo Gonzáles. Leia abaixo a íntegra da nota.

PSDB DEFENDE POSIÇÃO FIRME DO BRASIL CONTRA AÇÕES DA FARC
Se o presidente Lula preza a democracia e a liberdade, como os brasileiros prezam, não pode deixar de condenar, de forma clara e segura, as ações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
Em seu programa de rádio transmitido nesta segunda-feira, ele, mais uma vez, foi dúbio e tratou a questão com pouca firmeza. No mesmo dia em que se noticia o seqüestro pelas Farc de mais seis cidadãos colombianos, inocentes turistas, é vergonhoso para o Brasil que seu presidente peça ao governo da Colômbia para negociar com os narcoguerrilheiros, sem uma palavra sequer de solidariedade a essas vítimas e outras, mais de 700, que são mantidas acorrentadas na selva colombiana.
Com quem está o presidente Lula? Com seu amigo Hugo Chávez, que trata as Farc como um movimento político legítimo? Ou com a sociedade brasileira e o chanceler Celso Amorim, que se pronunciou contra isso? O silêncio do presidente enfraquece a declaração do chanceler e mantém a ambigüidade sobre a posição do Brasil.
A opinião pública brasileira exige e os interlocutores externos do Brasil merecem uma manifestação clara sobre assunto de tamanha gravidade.

Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB

Fonte: Executiva Nacional do PSDB

RG e carteira de motorista poderão informar tipo sangüíneo

O tipo sangüíneo e o fator RH poderão constar na cédula de identidade e na carteira nacional de habilitação caso o Projeto de Lei 1493/07 seja aprovado. A proposta é do deputado Eduardo Gomes (TO).
O autor explica que o motivo para a iniciativa "é a preocupação com a integridade física dos cidadãos brasileiros". Segundo o parlamentar, "em uma emergência, o pronto conhecimento desses dados pode significar a diferença entre a vida e a morte".
Atualmente, a carteira nacional de habilitação, documento exigido para motoristas, contém fotografia, nome e número do CPF do cidadão. Já a carteira de identidade, também chamada de RG, tem o estado em que foi expedida; a identificação do órgão expedidor; o registro geral no órgão emitente, local e data da expedição; nome, filiação, local e data de nascimento do identificado, bem como, de forma resumida, a comarca, cartório, livro, folha e número do registro de nascimento; fotografia, no formato 3x4, assinatura e impressão digital do polegar direito do identificado; e assinatura do dirigente do órgão expedidor.

Doações de sangue
O sangue humano pode ser de quatro tipos: O, A, B e AB. Já o fator RH pode ser positivo ou negativo. Em transfusões, o mais indicado é que a pessoa receba o mesmo tipo de sangue, mas alguns tipos apresentam compatibilidade e podem ser aplicados em portadores de outro tipo sangüíneo.
Os indivíduos de sangue AB podem receber qualquer tipo sangüíneo, mas só podem doar para pessoas com o mesmo tipo. Já quem tem sangue do tipo O pode doar para qualquer indivíduo, mas só poderá receber de alguém de mesmo tipo. Em relação ao fator RH, quem é RH positivo poderá receber sangue de quem for RH negativo, mas não poderá doar a quem for RH negativo.
O projeto tramita em conjunto com o PL 308/95. Ambos serão analisados pelo Plenário.

Fonte: Agência Câmara

OAB apóia projeto que torna crime fraude em concurso público

Proposta foi apresentada pelo deputado João Campos (GO)

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, manifestou seu apoio ao projeto de lei do deputado João Campos (GO) que torna crime a fraude em concursos públicos, vestibulares e exames de qualificação profissional. "Essa proposta vai ajudar a moralizar os certames em todo o país", afirmou Britto.
De acordo com a proposição do tucano, a pena prevista é de reclusão de um a três anos e multa. Caso a fraude seja praticada mediante pagamento, a punição passa a ser reclusão de um a cinco anos e multa.
João Campos explica que, apesar reprovável moralmente, a fraude em concursos não é prevista na legislação brasileira. Segundo ele, os tribunais superiores têm considerado atípica a conduta dos envolvidos. "Precedentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sustentam que a fraude em vestibular ou concurso público não se enquadra nos tipos penais constantes da legislação em vigor", diz.
De acordo com o deputado, os tribunais entendem que a tipificação do crime de estelionato não alcança essa modalidade de fraude, já que o artigo 171 do Código Penal prevê a existência de vantagem material e de vítima determinada. "Tampouco se configura o crime de falsidade ideológica, nos termos do artigo 299, pois nos gabaritos transmitidos aos candidatos não é inserida ou omitida declaração falsa ou diversa daquela que deveria ser escrita", acrescenta o deputado.
"Verifica-se, portanto, que, independentemente do método utilizado, essa modalidade deve ser penalmente reprovada, já que a ausência de previsão legal específica contribui cada vez mais para a impunidade dos envolvidos", finaliza João Campos. O projeto tramita em regime de prioridade na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para o plenário.

Fonte: Agência Tucana

Rafael Guerra critica proposta de recriação da CPMF

O relator setorial do Orçamento da Saúde, deputado Rafael Guerra (MG), disse nesta terça-feira que a idéia do governo de trazer de volta a CPMF, extinta no fim de 2007, é tardia. Na semana passada, líderes da base aliada defenderam a volta do tributo, só que desta vez os recursos arrecadados seriam destinados integralmente à saúde. Guerra lembrou que, durante a discussão da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorrogava a CPMF até 2011, ele apresentou emenda nesse sentido, que foi rejeitada pelo relator da matéria.
"O governo não quer assumir isso, quer jogar mais uma vez na conta da saúde o aumento de tributo para população brasileira", afirma o deputado, lembrando ainda que o governo não tem maioria para aprovar as recriação do tributo, especialmente no Senado. Ele considera a proposta uma estratégia do governo de responsabilizar o fim da CPMF por todos os problemas do setor de saúde - muitos deles sem solução mesmo quando a contribuição estava em vigor.
Rafael Guerra também disse que seu relatório setorial não deve sofrer cortes porque foi elaborado a partir do mínimo constitucional garantido para a saúde. Pela Constituição, deve ser destinado à saúde o mesmo valor executado em 2007 corrigido pela variação nominal do PIB. O orçamento aprovado para área é de R$ 51,8 bilhões, mas Guerra afirmou que o cálculo da variação nominal do PIB pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mudou, o que garantiu à saúde um crédito adicional de R$ 2,7 bilhões.

Fonte: Agência Tucana com informações da Agência Câmara

Paulo Renato critica falta de contrapartidas no Bolsa Família

Apenas 41,05% dos beneficiados cumprem as condições impostas pelo programa

O deputado Paulo Renato Souza (SP) se disse surpreso com o baixo índice de beneficiários que cumprem os requisitos para receber o Bolsa Família. Dados preliminares de uma pesquisa realizada pelo próprio governo Lula mostram que apenas quatro em cada dez famílias (41,05%) estão de acordo com as condições do programa na área de saúde e educação. "Essa é uma proporção escandalosamente baixa", avaliou o ex-ministro da Educação.

SEM FISCALIZAÇÃO
Ao entrar no programa, o beneficiário se compromete a manter as crianças e os adolescentes na escola, além de cumprir os cuidados básicos em saúde. No entanto, não é o que está acontecendo. "Infelizmente é um resultado já esperado depois das mudanças feitas no Bolsa Escola. O projeto se transformou em uma ajuda sem contrapartida", observou Paulo Renato.
Criado em 2001, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, o Bolsa Escola propunha a concessão de um benefício monetário mensal a milhares de famílias brasileiras em troca da manutenção de suas crianças nas escolas. A população a ser atendida foi definida segundo dois parâmetros e um requisito: faixa etária, renda e freqüência à escola. "Não adianta uma família ter quatro filhos e manter apenas dois estudando. Antes, o benefício era destinado ao aluno e vinculado diretamente à freqüência escolar, o que já não é mais uma realidade", lamentou o tucano.
Já o deputado Rafael Guerra (MG) reclamou da falta de fiscalização da execução do programa. "O governo transformou a iniciativa em um 'Bolsa Esmola' para fazer demagogia e, assim, garantir popularidade. O programa não é fiscalizado adequadamente e, da forma como está sendo usado, perdeu o sentido", concluiu Guerra.

Fonte: Agência Tucana

Virgílio quer mais mestres e doutores nas universidades

Projeto apresentado pelo senador Arthur Virgílio (AM) determina que pelo menos metade do corpo docente de universidades, públicas ou privadas, tenha titulação acadêmica de mestre ou doutor. Hoje, a Lei nº 9.394/96 - a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação, que a proposta pretende alterar - estipula esta exigência a pelo menos um terço do corpo docente. A proposta também estabelece que um quarto do corpo docente tenha titulação de doutor. Já a lei é omissa com relação a esse percentual.
Outra exigência formulada pelo representante do Amazonas é que dois quintos dos docentes tenham regime de trabalho em tempo integral. A legislação em vigor pede, entretanto, um terço dos professores nesse regime. O projeto fixa ainda três anos de prazo, após a publicação da respectiva lei, para as universidades se adequarem às novas demandas.
A proposição aguarda indicação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Será avaliada, em seguida, pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), onde terá decisão terminativa.
Em sua justificação, Arthur Virgílio lembra que o Brasil, quando a LDB foi publicada, tinha 1,86 milhão de alunos nos cursos de graduação, distribuídos por 136 universidades. Já o Censo da Educação Superior de 2005 registrou 4,45 milhões de alunos em 176 universidades, sendo 90 públicas e 86 privadas. Também ressaltou, sem citar números, a ampliação no número de mestres e doutores no país.
"Diante desse novo quadro, as exigências da LDB para a constituição de universidades, instituições que aliam, indissociadamente, a pesquisa e a extensão ao ensino superior, são muito tímidas", acredita.
Segundo ressalta, hoje há "mestres e doutores em profusão", acrescentando que muitas universidades passaram a exigir o diploma de doutorado para contratação de professores. No entanto, Arthur Virgílio lembra que a legislação atual permite que uma universidade seja credenciada sem um único doutor, "o que parece um absurdo, na perspectiva da obrigatoriedade de tais instituições construírem novos conhecimentos e fazerem avançar a ciência".

Fonte: Agência Senado

Zenaldo espera resultado de sindicância sobre menor presa no PA

"Espero que os culpados sejam punidos", diz líder da Minoria na Câmara

O governo do Pará prometeu divulgar nesta semana os resultados das sindicâncias que apuraram o caso da menina L., que ficou presa numa cela com 20 homens, em Abaetetuba. O líder da Minoria na Câmara, Zenaldo Coutinho (PA) disse estar aguardando os resultados com grande ansiedade, pois espera que o Estado faça justiça à violência cometida contra a menor. "Espero que o governo tenha identificado os culpados e que eles sejam punidos por essa barbaridade. O caso da menina de Abaetetuba deve servir de exemplo para que nada igual seja repetido", afirmou Zenaldo nesta terça-feira.

Fonte: Assessoria da Liderança da Minoria

Lobão Filho é suspeito em fraude de R$ 30 milhões

Na época em que ele controlava Companhia de Processamento de Dados do Maranhão, 52 mil notas fiscais de 205 empresas 'sumiram' do sistema

O filho e suplente do senador Edison Lobão, Edison Lobão Filho (DEM-MA), é suspeito de ter ligações com um esquema que fez desaparecer 52.309 notas fiscais de 205 empresas entre 1993 e 1999 dos computadores da Companhia de Processamento de Dados do Maranhão (Prodamar). O Estado teve prejuízo total de R$ 60 milhões.
O senador Lobão é o indicado do PMDB para ser o novo ministro de Minas e Energia. Ontem, em Cuba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que terá hoje uma conversa com ele, mas fez a ressalva de que não está certo de que o convidará. "Eu vou ter uma conversa com ele e vamos estabelecer uma discussão", disse Lula. "O problema é que o PMDB, por unanimidade, indicou o Lobão, mas eu disse ao PMDB que isso vai depender de uma conversa com ele, que será feita amanhã (hoje)."
O presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), afirmou ontem, em Brasília, que não acredita em mudanças naquilo que foi conversado com Lula. "Não ficou estabelecido que o convite seria amanhã (hoje), mas entendemos que sim, pois ele marcou a conversa. Vamos aguardar", disse.

ESQUEMA
Os programas DAMST e SEFPSIT1, feitos exclusivamente para ocultar notas, foram instalados na Prodamar em 1993, no penúltimo ano em que Lobão governava o Estado (1991-1994). "Nessa época, o Edinho controlava a Prodamar, bem como outros órgãos dentro do governo", afirmou um político ligado ao grupo. Os programas permitiam apagar notas do controle do Fisco estadual.
Uma das maiores beneficiadas foi a Itumar, distribuidora da Schincariol no Maranhão, que seria da família Lobão. A empresa teve 3.045 notas apagadas, num total de R$ 3,06 milhões que deixaram de ser recolhidos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O Ministério Público Estadual apura se a Itumar pertence a Edinho.
As dívidas da empresa com o Maranhão chegam a R$ 42 milhões. "Ela é uma empresa que faz isso de forma contumaz", acusa o promotor José Osmar Alves.
A fraude era cometida por dois programas que permitiam alterar o status das notas fiscais entregues pelos comerciantes ao entrar ou sair do Maranhão por terra - o "Projeto Fronteira". O status é o dígito que acompanha o número da nota e indica se as mercadorias entram ou saem do Estado e se o ICMS foi recolhido pelo fabricante do produto transportado.
Só os status de 1 a 4 e o 1/RO são válidos. Com os softwares, o dígito era alterado para 5 ou 9. Como o programa oficial não reconhecia esses dois dígitos, as notas fiscais eram automaticamente apagadas. As investigações da polícia mostram que o programa batizado de DAMST se refere às iniciais de parte do sobrenome de seu criador, o analista de sistemas Jorge Nunes da Matta. Ele acabou exonerado após admitir a fraude.
A delegada Maria Cristina Resende Meneses, que comandou a apuração, considerou "negligente" a possibilidade de acesso ao dados do "Projeto Fronteira" a partir de "qualquer computador interligado em rede". A Prodamar foi extinta pelo governo Roseana Sarney (ex-DEM, hoje PMDB).
Oficialmente, a Itumar é de Maria Vicentina Pires Costa e José Rosalves Muniz e tem como procurador Marco Antonio Pires da Costa, filho de Maria Vicentina. Ele e Edinho foram sócios na distribuidora de bebidas Bemar, que funcionava no mesmo endereço da Itumar. A parte de Edinho na Bemar foi transferida para Maria Lúcia Martins, empregada da ex-mulher de Costa. Há suspeitas de falsificação de documentos no caso, conforme revelou a revista Veja em sua última edição.
Edinho foi procurado em suas empresas, mas até o fechamento desta edição não havia respondido aos chamados. Ele já negou em outras ocasiões que fosse dono da Itumar e disse só ter sido sócio da Bemar.

Ricardo Brandt

Fonte: O Estado de S. Paulo

Ipea: estudo culpa juros por alta no gasto público

Pesquisador diz que despesa com dívida subiu mais que a com pessoal e programas sociais

As despesas correntes do governo cresceram nos últimos anos devido, principalmente, ao aumento dos juros e dos encargos da dívida pública. Essa é a avaliação do sociólogo Ronaldo Coutinho Garcia, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que em texto publicado esta semana critica os argumentos de que é preciso reduzir as despesas do governo federal. Garcia argumenta que os gastos com a dívida subiram muito mais do que as despesas com pessoal, com benefícios previdenciários ou com programas sociais.
Em 1995, os juros e encargos da dívida pública respondiam por 10,86% das despesas correntes do governo federal. Em 2002, essa parcela subiu para 12,58% e, em 2006, alcançou 18,94%. Enquanto isso, os gastos com pessoal e encargos sociais, que eram 24,53% das despesas em 1995, caíram para 17,09% em 2002 e para 13,42% em 2006.
O pesquisador argumenta ainda que, na comparação internacional, o Brasil tem um número pequeno de funcionários públicos. E destaca que, a partir de 2000, em diferentes países, houve uma tendência de aumentar o quadro de pessoal do governo. Na sua avaliação, isso foi uma tentativa de corrigir os excessos do liberalismo econômico dos anos 80 e 90.
País tem 5 servidores por mil habitantes. Nos EUA, são 9
No Reino Unido, por exemplo, o número de servidores civis em 1994 era 494 mil, caiu para 430 mil em 1998 e, depois, subiu para 503 mil em 2004. No Brasil, eram 694 mil servidores em 1994. Em 2001, esse montante caiu para 632 mil e, desde então, aumentou para 644 mil.
Segundo o estudo, o governo central brasileiro tem 5,32 servidores para cada mil habitantes (em 2000, eram mais, 5,52). É uma taxa inferior aos 6,10 da Alemanha, aos 9,82 dos EUA ou aos 8,46 do México.
- Não estou defendendo desperdício. Os gastos têm que aumentar, porém com eficiência. Mas é muito clara a falta de pessoal. Na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) isso ficou evidente (por ocasião da crise aérea) - afirma Garcia.

Luciana Rodrigues

Fonte: O Globo

Governo articula imposto da saúde - Editorial do JB

Os parlamentares que saíram de um encontro com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, apregoando a criação de um novo imposto para financiar os investimentos em saúde não estavam atiçando a oposição. Revelavam um fato: o governo nega oficialmente, mas articula, nos bastidores, uma fórmula para reviver a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, com outro nome e características. Uma nova tungada no bolso do contribuinte.
Os passos para forçar a invenção e convencer a população já estão quase delineados. Passam pela atração do apoio parlamentar sem muito alarde e pela tranca nos cofres a ser gerida pelo Ministério da Fazenda. A idéia e cortar a liberação de recursos adicionais para a saúde para reforçar o discurso a favor da criação de um outro tributo específico para o setor. Desta forma consegue o que quer sem ter de assumir a defesa de uma solução que sempre soa antipática à população. E que, especialmente em ano eleitoral, pode resultar em prejuízos políticos até maiores do que foi a extinção da CPMF e o anúncio da elevação do Imposto sobre Operações Financeiros e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.
Até agora, estão garantidos para as ações e serviços públicos da saúde R$ 47,8 bilhões. A CPMF destinaria mais R$ 4 bilhões para investimentos. É este o valor que a manobra engendrada pelo Planalto com a adesão de alguns líderes governistas quer suprir. Teoricamente, teria o apoio de parte expressiva da Câmara e, mais uma vez, esbarraria na oposição bem articulada do Senado. Apenas a Frente Parlamentar da Saúde no Congresso soma 246 deputados e 24 senadores.
Os arautos da idéia informam que a CPMF rebatizada viria com uma alíquota de 0,20% e toda a arrecadação se destinaria à saúde. Quando a administração Fernando Henrique Cardoso inventou o imposto provisório que durou 11 anos ecoava o mesmo argumento: o dinheiro iria exclusivamente para a saúde. Foi desvirtuado e, antes do enterro de dezembro no Senado, o setor ficava com 40%.
Insistir numa fórmula derrotada, retirar o ar do Ministério da Saúde para forçar o renascimento do imposto, escamotear o jogo pondo em campo os reservas do Congresso, nada contribui para a imagem de um governo que se pretende sério e comprometido com a transparência. Se a manobra avançar, ficará registrado que nunca antes na história desse país se soube de uma desfaçatez maior do que essa. Os brasileiros não merecem pagar mais para receber o melhor.

Fonte: Jornal do Brasil

Inclusão Digital: Programa TUCANO de Governo

Amigos,
Segue informativo acerca do programa Acessa SP.Programa de inclusão digital implementado e idealizado pelos Governos Tucanos.

Mais informações no http://www.acessasp.sp.gov.br

Acessa São Paulo

O que é o Programa Acessa São Paulo?
Acessa São Paulo é o programa de inclusão digital do Governo do Estado de São Paulo, coordenado pela Secretaria de Gestão Pública, com gestão da Prodesp, Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo - Diretoria de Serviços ao Cidadão.
Instituído em julho de 2000, o Programa Acessa São Paulo oferece para a população do Estado o acesso às novas tecnologias da informação e comunicação (TIC's), em especial à internet, contribuindo para o desenvolvimento social, cultural, intelectual e econômico dos cidadãos paulistas.
Para atingir seus objetivos, o Programa Acessa São Paulo abre e mantém espaços públicos com computadores para acesso gratuito e livre à internet. Para ver como são as unidades do AcessaSP, visite o Catálogo dos postos e o Fotolog do AcessaSP.


Visão, Missão e Valores

Visão
Acabar com a exclusão digital no Estado de São Paulo. Ser reconhecido internacionalmente como referência em inclusão digital.

Missão
Garantir acesso democrático e gratuito às tecnologias da informação e comunicação, facilitando o uso dos serviços de governo e produção de conhecimento, e promovendo os processos de participação pública e redes sociais para o desenvolvimento econômico, social, pessoal e da cidadania.

Valores
Trabalhar com respeito ao cidadão e sua diversidade, com ética, transparência e comprometimento, buscando a excelência e a generosidade, promovendo o conhecimento livre e a colaboração, para inclusão digital e social dos cidadãos do Estado de São Paulo.


Os Postos AcessaSP
Para melhor atender a população e atingir os objetivos de inclusão digital, o Programa Acessa São Paulo possui 3 tipos distintos de Posto, cada um com características especiais.
. Municipais
Implantados em parceria com prefeituras paulistas, geralmente localizados nas bibliotecas municipais.
. Postos Públicos de Acesso à Internet (POPAIs)
Implantados em parceria com secretarias e órgãos do Governo do Estado, como os postos do Poupatempo, os restaurantes do Bom Prato, terminais de ônibus da EMTU, estações de trens da CPTM e do Metrô, Secretarias de Estado, Centros de Integração da Cidadania (CICs), etc.

Atividades integradas
Além da abertura e manutenção dos espaços públicos de acesso à internet, o Acessa São Paulo também desenvolve atividades importantes para a inclusão digital como:

• Produção de conteúdo digital e não-digital para a capacitação e informação da população atendida
• Divulgação e facilitação do uso de serviços de governo eletrônico
• Promoção de ações presenciais e virtuais que possam contribuir para o uso cidadão da internet e das novas tecnologias
• Fomento a projetos comunitários com uso de tecnologia da informação
• Produção de pesquisas e informações sobre inclusão digital
O AcessaSP conta com a parceria e o expertise do LIDEC - Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária da Escola do Futuro da USP - co-responsável por diversas das atividades desenvolvidas pelo programa.

Números do programa
Para se ter a dimensão do Programa AcessaSP, veja algumas importantes conquistas:
• 7 anos de existência
• 28 milhões de atendimentos
• 1,2 milhão de usuários cadastrados
• 404 postos AcessaSP em funcionamento
• 720 monitores
• 3936 computadores

Fonte: Tucano Jovem

Manchetes do dia

- JB: Só boicote ao IPTU faz Cesar se mexer

- Folha: Estrangeiros tiram US$ 1,9 bi da bolsa

- Estadão: Saída de estrangeiros faz bolsa perder 8% em 16 dias

- Globo: Lobão vira ministro apesar de denúncias e crise energética

- Gazeta Mercantil: Comércio vai continuar em alta em 2008

- Correio: Febre amarela mata mais um brasiliense

- Valor: BNDES terá direito especial sobre ações de controle da Oi

- Estado de Minas: País tem 3 dos 4 piores aeroportos do mundo

- Jornal do Commercio: Promotores denunciam kombeiros

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Nova Lei

Os indicadores de acidente na Cia apontam para um elevado número de acidentes de trânsito.
As estatísticas da Ass.Bras.de Medicina de tráfego evidenciam que dos fatores humanos em acidentes de trânsito, índices superiores a 50% são devidos ao consumo de alcool e drogas.
Gradativamente o Governo se coloca de frente para o problema, que vem gerando elevado custo ao sistemas de Saúde e Previdenciário.
Vejam abaixo algumas informações importantes.
- o governo encaminhará ao Congresso um projeto de lei que prevê a proibição de venda de bebidas alcoólicas nas estradas federais e muda a classificação de bebidas alcoólicas. Pelo projeto, informou o ministro, passa ser considerada bebida alcoólica aquela que contiver 0,5 grau Gay Lussac ou mais de concentração. Com isso, entram na classificação as cervejas, os ices, os coolers, a champanhe e o vinho. Temporão informou que, ao encaminhar o projeto, o governo pedirá tramitação em regime de urgência urgentíssima. Se aprovado, explicou o ministro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passa a ter poder para regulamentar a propaganda de bebida alcoólica.

- Projeto de Lei 1002/07, Dep. Jorge Tadeu Mudalen, proíbe a propaganda de qualquer bebida alcoólica das 6 às 21 horas em emissoras de rádio e televisão. Nesse horário, conforme a Lei 9.294/96, é proibida a propaganda de bebidas com teor alcoólico superior a 13 graus Gay Lussac, ( em média, oss vinhos e destilados). O projeto de lei baixa o limite para 3 graus, o que enquadra até as cervejas light. "Pelas regras atuais, a propaganda, sobretudo a de cerveja, atinge grande parcela da população infantil brasileira, com efeitos deletérios no futuro", argumenta o deputado.

O projeto também estende às bebidas alcoólicas restrições já válidas para a propaganda de cigarro e outros produtos fumígeros:
- só poderá ser efetuada por meio de pôsteres, painéis e cartazes na parte interna dos locais de venda.
- não poderá sugerir o consumo exagerado ou irresponsável, nem indução ao bem-estar ou saúde, ou fazer associação a celebrações cívicas ou religiosas;
- não poderá induzir as pessoas ao consumo, atribuindo aos produtos propriedades calmantes ou estimulantes, que reduzam a fadiga ou a tensão, ou qualquer efeito similar;
- não poderá associar idéias ou imagens de maior êxito na sexualidade, insinuando o aumento de virilidade ou feminilidade dos usuários;
- não poderá associar o uso do produto à prática de atividades esportivas, nem sugerir ou induzir seu consumo em locais ou situações perigosas, abusivas ou ilegais;
- não poderá empregar imperativos que induzam diretamente ao consumo;
- não poderá incluir a participação de crianças ou adolescentes.

Manchetes do dia

- JB: Editorial - Rio cidadão

- Folha: Prejuízo no Citigroup derruba bolsas

- Estadão: Medo de recessão nos EUA aumenta e derruba bolsas

- Globo: Mangabeira quer aqueduto entre Amazônia e Nordeste

- Gazeta Mercantil: Indicadores dos EUA assustam e derrubam bolsas no mundo

- Correio: Febre amarela mata mais três

- Valor: Mudanças na Lei das S.A. elevam carga tributária

- Estado de Minas: Recessão nos EUA arrasta bolsas

- Jornal do Commercio: Térmicas deixarão luz mais cara

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Ubatuba

Projeto Guri recebe inscrições de rematrículas e matrículas

O Projeto Guri de Ubatuba inicia o processo de rematrículas e de novas matrículas, a partir do dia 21 de janeiro. Na primeira etapa, até 25 de janeiro, os alunos que já participam do projeto devem renovar as suas matrículas. Entre os dias 28 de janeiro e 1º de fevereiro, serão disponibilizadas as vagas para os novos integrantes. As atividades do projeto começam no dia 7 de fevereiro.
O Projeto Guri atua com crianças e adolescentes entre 8 e 18 anos. Em Ubatuba estão disponíveis, gratuitamente, os cursos de violão, percussão, canto coral e macheto.
Para a renovação da matrícula e também para as matrículas novas, é necessário apresentar os documentos de certidão de nascimento ou RG, comprovante de residência e estar regularmente matriculado na escola, mostrando alguma documentação que comprove essa situação.
O Pólo Ubatuba fica na Rua Hans Staden, 770, Centro. Os dias e horários para inscrições são de segunda a sexta, das 13h30 às 17h30

Fonte: Agora Vale

Manchetes do dia

- JB: Cresce boicote ao IPTU

- Folha: Chuva mata em São Paulo e deixa 15 mil desabrigados

- Estadão: Governo incentiva criação da CPMF

- Globo: Lula descarta apagão e diz que setor vive de boatos

- Gazeta Mercantil: Empresas globais temem novos riscos

- Correio: Nova morte por febre amarela

- Valor: Dantas forma um império com gado e terras no Pará

- Estado de Minas: Violência nas estradas

- Jornal do Commercio: Complexo de presídios ficará pronto em 2010

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Ubatuba

Idosa morre após ataque de pit bulls em Ubatuba (SP)

Uma idosa de 84 anos morreu na noite de sábado (12) após ser atacada por dois cães da raça pit bull em Ubatuba (litoral norte de São Paulo).
De acordo com informações da Polícia Militar, Luzia Benedita morava nos fundos de uma residência no bairro de Perequê-Açu, onde a proprietária mantinha os cachorros. A idosa foi atacada por volta das 20h e, quando a polícia chegou, já estava morta.
A proprietária pelos cães deverá responder por homicídio culposo --quando não há intenção de matar. Os cachorros, que continuam na casa, serão examinados pelo Centro de Controle de Zoonoses amanhã.

Fonte: Folha Online

Deputado Clodovil é condenado por degradação ambiental

O uso de trator em lotes em área de preservação dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, com remoção de terra, impermeabilização do solo, abertura de ruas, construções e a introdução de plantas exóticas que não fazem parte do delicado ecossistema da Mata Atlântica caracterizam dano ambiental.
Esse foi o fundamento para condenar o deputado federal Clodovil Hernandez por degradação ambiental. A decisão, por votação unânime, é da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo. A turma julgadora negou recurso do deputado, que construiu uma casa no Parque Estadual da Serra do Mar, em Ubatuba (município localizado a 224 quilômetros da capital). O Tribunal determinou que Clodovil está obrigado a demolir todas as construções feitas sem autorização dos órgãos ambientais.
O parlamentar também terá de recuperar toda a área degradada. Clodovil tem prazo de 30 dias, após o trânsito em julgado da ação, para apresentar, ao Núcleo Picinguaba, do Instituto Florestal de São Paulo, um plano de recuperação da área. No caso de não haver possibilidade de recuperação ambiental, o deputado está obrigado a indenizar o erário em montante a ser apurado pela perícia na fase de liquidação judicial. O dinheiro vai para um fundo especial do estado. Ainda cabe recurso.
A decisão do Tribunal paulista se refere à apelação movida por Clodovil contra sentença assinada pela juíza Eva Lobo Chaib Dias Jorge, da 1ª Vara Cível de Ubatuba. A magistrada julgou procedente ação civil pública proposta pela promotora de justiça Elaine Taborda de Ávila. O deputado recorreu, sem sucesso.
O caso envolve uma construção no Parque Estadual da Serra do Mar, em Ubatuba. No local conhecido como Sertãozinho do Léo, na rua das Rosas, no bairro do Prumirim, Clodovil construiu sua casa. A ação civil pública sustenta que o deputado causou danos ambientais ao destruir vegetação nativa e aterrar o local para ampliar a residência, com a construção de churrasqueira, galpões, edículas, muro e abrir rua e picadas.

Defesa

Clodovil se defende. O deputado alega que não causou dano ao meio ambiente porque apenas tentou proteger sua propriedade da invasão do mato e de ervas daninhas. Argumenta que a área é urbana e residencial porque paga IPTU. Apela para que receba o mesmo tratamento de outros moradores da região que fizeram construções. Por fim, defende o direito de propriedade e diz que não é admissível que ele seja impedido de construir no terreno.
A defesa de Clodovil ainda sustenta que proibir seu cliente de construir e mudar a paisagem do terreno, sem a autorização prévia dos órgãos competentes, aniquila o direito de propriedade e caracteriza desapropria sem pagamento prévio e justo. Diz também que decisão de demolir o que foi feito e recuperar o meio ambiente não se justifica, porque não ocorreu nenhum dano.
De acordo com o Ministério Público, Clodovil Hernandes vinha sendo autuado pela Polícia Florestal por conta da obra de reforma da sua casa de veraneio. A ação civil pública aponta que parte do terreno onde estava a construção pertence à reserva do Parque Estadual da Serra do Mar. A obra foi embargada em 1998 e não poderia sofrer modificações. O parque é considerado uma unidade de conservação e proteção integral, onde a lei só permite atividades que beneficiem a fauna e a flora.
O Tribunal de Justiça entendeu que prova existente no processo era “contundente” para garantir a procedência da ação proposta pelo Ministério Público. Para a Câmara Especial do Meio Ambiente, a ninguém é dado o direito de agir de forma ilícita usando como argumento o fato de que desconhecia a lei.
“Salta aos olhos ser descabida a alegação de falta de ciência da ilicitude da conduta ante as inúmeras e incontáveis notificações enviadas pelos órgãos ambientais”, apontou a relatora do recurso, desembargadora Regina Capistrano.
Na opinião da turma julgadora, a existência de outros imóveis em situação irregular não permite que o poder público faça vistas grossas aos desmatamento ocorrido na casa de veraneio do deputado.
“Cabe a todos os brasileiros conscientes de sua cidadania, e não exclusivamente aos poderes públicos, manter o pouco que resta, principalmente no tocante ao destruído e combalido ecossistema da Mata Atlântica”, completou a relatora.
A desembargadora Regina Capistrano não aceitou a alegação de que a degradação ambiental seria responsabilidade do Estado e do Município de Ubatuba. Para a relatora, as intervenções na área de Mata Atlântica foram feitas por Clodovil, que, como todo cidadão, tem o dever de manter o equilíbrio do meio ambiente, para garantir a sobrevivência da flora, da fauna e da raça humana.

Crime ambiental
Em julho, o deputado voltou a ter outro problema na justiça por conta da destruição ambiental em Ubatuba. O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que Clodovil vai responder Ação Penal por crime contra o meio ambiente. O ministro transformou em Ação Penal o inquérito em que o deputado federal é acusado crime contra o meio ambiente cometido no parque estadual da Serra do Mar, em Ubatuba (SP).
Segundo denúncia do Ministério Público, o deputado teria cometido crime ambiental no Parque Estadual da Serra do Mar. O inquérito relatou que o deputado causou danos ao meio ambiente quando realizou várias obras em sua casa de veraneio.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) arrolou seis testemunhas e denunciou Clodovil à justiça paulista, que remeteu a denúncia ao Supremo, pois, na época Clodovil ganhou foro privilegiado por ter sido eleito deputado federal. Ele é acusado pelo crime constante do artigo 40, da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), cuja pena prevista é a de reclusão de um a cinco anos.
Indenização
Quando era apenas estilista e apresentador de programa de televisão, Clodovil Hernandez chegou a chamar a promotora de justiça Elaine Taborda de Ávila — autora da ação civil pública contra ele — de “cobra” e de ter “conduta pessoal inapropriada moralmente”.
Por conta dessa postura, o então apresentador e a Rede TV foram condenados a pagar indenização, por danos morais, no valor de R$ 35 mil. A decisão, de 2006, foi do juiz Márcio Teixeira Laranjo, da 24ª Vara Cível Central da Capital paulista.
Clodovil recorreu da decisão, mas o Tribunal de Justiça negou seguimento ao recurso.

Fonte: Revista Consultor Jurídico, 13 de janeiro de 2008

PRF prende foragido da justiça

Durante uma blitz realizada na noite de sexta-feira (11) em Ubatuba, na BR-101, a Polícia Rodoviária Federal localizou e deteve um foragido da Justiça. Segundo a polícia o rapaz, de 21 anos, era acusado de roubo e foi preso no km 32, por volta das 22h. Ele seguia em um ônibus que vinha de Guaratinguetá com destino a Parati e, após ser detido, foi encaminhado para a Delegacia de Ubatuba.

Fonte: Agora Vale

Manchetes do dia

- JB: Problemas psicológicos afastam 1.161 PMs no Rio

- Estadão: Governo tenta frear corrida à vacina da febre amarela

- Globo: Megabonde na Maré não foi detectado pela polícia

- Gazeta Mercantil: Indústria acelera para atender varejo

- Correio: Febre amarela já alcança 45 países

- Valor: STF julga 'em bloco' e põe fim a milhares de processos

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ubatuba

Suspeitos são presos após assalto

Na madrugada desta quinta-feira (10), a polícia de Ubatuba atendeu uma ocorrência de assalto a uma casa no Itaguá, em Ubatuba.. A vítima identificou os suspeitos ainda próximos da casa que assaltaram. Os acusados foram levados à Delegacia de Ubatuba.

400 kg de queijo apreendidos

Na noite de quarta-feira (09), durante a fiscalização da Policia Rodoviária Federal, em Ubatuba, foram apreendidos 400 quilos de queijo tipo mussarela no bagageiro de um ônibus sem refrigeração. O ônibus vinha de São Paulo para Ubatuba, na BR-101 e foi abordado pela PRF no Km 53. A apreensão ocorreu perto das 20h.
O motorista foi levado à Delegacia de Polícia Civil da cidade. A Vigilância Sanitária também esteve presente durante a ocorrência.

Fonte: Agora Vale

13 mil dvd's e cd's piratas são apreendidos em Caraguá

Quase treze mil dvd's e cd's piratas foram apreendidos hoje em Caraguatatuba. A apreensão foi feita pela Delegacia de Investigações Gerais de São Sebastião. A mercadoria estava em uma casa no bairro do Tinga. Na casa, estava uma mulher de 45 anos e um menor, de 17. A mulher foi presa e levada para a delegacia feminina de Ubatuba. Ela vai reponder por violação de direito autoral. O menor foi ouvido pela polícia e liberado. A polícia chegou ao local depois de uma denúncia anônima.

Fonte: VNews

Temporada de verão em Ubatuba está com força total

O ótimo tempo e o feriado prolongado contribuíram para a temporada de verão em Ubatuba começar com força total.
A cidade recebeu quase 400 mil pessoas entre os dias 29 de dezembro e 1º de janeiro surpreendendo até os especialistas em turismo, pois a estimativa apontava para uma média de 300 mil.
Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Comercial de Ubatuba, o Reveillon Ubatubense superou as expectativas com comerciantes comemorando as vendas e informando que alguns até tiveram seu estoque esgotado.
O presidente da Associação Comercial de Ubatuba, Ahmad Khalil Barakat contou que mesmo depois do feriado prolongado e com as pancadas de chuva, a cidade continua cheia. "Pudemos notar um grande fluxo em todas as lojas do centro. Alguns colegas confidenciaram que nunca haviam visto Ubatuba tão lotada e com pessoas consumindo tanto", disse.
Barakat acredita que a tendência do comércio de Ubatuba é melhorar a cada ano.
De acordo com o Sindicato de Hotéis e Pousadas de Ubatuba, os hotéis ainda continuam com bastante ocupação. "Estamos com menos pessoas, mas a ocupação nos hotéis e pousadas ainda é considerada muito boa." Até o fechamento desta matéria (no dia 10/01), o gerente do Hotel São Charbel, Benedito Donizeti informou que a ocupação estava em 80%.

Fonte: ACIU

Primeiro navio de cruzeiros marítimos é recebido em Ubatuba

A chegada do navio Island Escape marcou o ingresso de Ubatuba na rota dos cruzeiros marítimos se tornando uma nova era para a atividade turística no município.
Cerca de mil passageiros desembarcaram na cidade permanecendo das 9h às 22h.
Ao descer no Píer do Itaguá, o turista teve uma grande estrutura de receptivo para atendê-lo, desde fogos de artifício e apresentação de uma banda, até barracas oferecendo diferentes pacotes de passeios pela cidade.
Também foi preparada uma operação especial, com aumento no número de policiais e salva-vidas, disponibilidade de transporte gratuito e cinco opções de pacotes turísticos, como passeios de escuna, vôos panorâmicos de helicópteros, visita a praias, aulas de surfe e mergulho. Duas lanchas da Polícia Ambiental e duas viaturas do Corpo de Bombeiros também estavam a postos para agir em caso de emergência.
"Além da vantagem de um destino adicional em seu cruzeiro marítimo, o passageiro pôde escolher o passeio que mais lhe agradasse, dentro de uma vasta lista de opções", disse o secretário de Turismo, Luiz Felipe de Azevedo, se referindo ao fato de Ubatuba ser inclusa na viagem para poder ser apresentada como um novo roteiro para a temporada brasileira de viagens de navio.
O prefeito Eduardo César ressaltou que a cidade ainda está se preparando para melhor receber os transatlânticos, mas que o passo mais importante já foi dado: a vinda do cruzeiro. "Na verdade nós estamos ainda nos preparando, vendo cada detalhe, mas a primeira etapa já foi cumprida, trouxemos o navio. Isso é uma vitória", disse entusiasmado.
O prefeito acrescentou que a partir deste primeiro recebimento, serão corrigidos possíveis erros, para que a exemplo de Ilhabela, Ubatuba se torne um receptivo conhecido até internacionalmente. "É uma vitória, mas principalmente uma vitória da sociedade organizada. Vitória da Associação Comercial de Ubatuba que participou e participa ativamente das ações da cidade, da maioria da Câmara de Vereadores, dos empresários, das sociedades de amigos de bairro, funcionalismo público, pois com essa soma de esforços que pudemos dar essa caminhada sólida e chegar onde atualmente estamos".
O presidente da Associação Comercial de Ubatuba, Ahmad Khalil Barakat disse a vinda deste cruzeiro marca uma nova era no turismo de Ubatuba. "É uma conquista importantíssima para o município. A ACIU apoiou desde o início o trabalho do secretário de Turismo Luiz Felipe para a vinda dos cruzeiros marítimos, o secretário esta de parabéns, o receptivo estava ótimo e a Prefeitura não mediu esforços para a vinda do navio. Não tenho dúvidas que este será o primeiro de muitos que virão para cá."
Já o secretário de Administração, Silvio Bonfiglioli foi enfático. "Esse evento é um divisor de águas. Mais um paradigma que foi quebrado. Muitos disseram que não conseguiríamos tirar o parquinho, conseguimos, disseram que não faríamos a praça, fizemos, disseram que não conseguiríamos acabar com as doenças que assolaram nossa cidade, conseguimos, e finalmente que o cruzeiro não viria. O que estamos vendo não é miragem", disse o secretário na ocasião.
"Estamos virando a página na história do turismo em Ubatuba. A chegada de um navio como o Island Escape é o reconhecimento aos esforços feitos para a melhoria do píer e da infra-estrutura turística do município", concluiu o secretário de Turismo Luiz Felipe Azevedo.
O transatlântico que aportou em águas ubatubenses iniciou sua viagem no Porto de Santos no dia 8 e também vai passar por Ilha Grande (RJ).

Declarações de alguns passageiros
Rita Oliveira, de São Paulo - "Eu não conhecia Ubatuba e fiquei encantada. Adorei a recepção, adorei os passeios, a paisagem é linda e quero voltar logo".
Leandro Gomes, de Uberaba (MG) - "A recepção foi muito boa. O pessoal ofereceu muitas opções. Foi ótimo. Valeu muito a pena".
Marcelo Breck, de Nova Odessa (MG) - "A cidade é maravilhosa. A recepção foi espetacular. A cidade é muito limpa, organizada. Ficamos maravilhados com as pessoas, com tudo".
Juliana Ramos, de Santa Catarina - "Já andei em outros cruzeiros e nunca vi a recepção em uma cidade ser tão boa, alegre e organizada como essa. Ubatuba é linda!".
O comandante do Island Escape - Guy Lockwood (nasceu em Singapura e vive na Inglaterra) contou à reportagem da ACIU que adorou a cidade e que nunca foi tão bem recebido. Dentre outros passeios, ele adorou a vista do helicóptero. "Ubatuba é exuberante", contou.

Fonte: ACIU

Manchetes do dia

- JB: Governistas tentam desenterrar a CPMF

- Folha: Farc entregam dois reféns a Chávez

- Estadão: Farc libertam 2 reféns em missão liderada por Chávez

- Globo: Planos de saúde irão à Justiça para não ampliar cobertura

- Gazeta Mercantil: Distribuidoras dobram preço da energia no horário de pico

- Correio: Confirmada morte por febre amarela

- Valor: Montadoras são alvo dos Estados em briga por ICMS

- Estado de Minas: Consumidor vai pagar a conta da falta de chuvas

- Jornal do Commercio: Passagem fica mais cara 8,59% este mês

- JB: Indústria já prevê corte de gás no Rio

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Política

"Grade fechada" pode ser proibida no ensino superior

É o que estabelece projeto de lei do deputado Professor Ruy Pauletti

A exigência do número mínimo de créditos - a chamada "grade fechada" - para a efetivação ou continuidade da matrícula nos estabelecimentos de ensino superior pode ser proibida. É o que pretende o projeto de lei 1030/07 do deputado Professor Ruy Pauletti (RS), no qual fica estabelecido prazo de um ano para os estabelecimentos se adaptarem à medida.
O autor explica que seu objetivo é melhorar o acesso e reduzir a evasão no ensino superior. Em sua avaliação, a exigência da grande fechada resulta em alto custo para os alunos, levando muitos a abandonar os estudos.
O deputado argumenta ainda ser direito do consumidor a opção pela individualização do serviço contratado - no caso, o curso universitário -, com base no princípio de que o aluno deve poder cursar uma faculdade de acordo com suas possibilidades financeiras. Sujeito à apreciação em caráter conclusivo, o projeto precisa passar pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

Zenaldo: população pagará a conta do pacote e do fisiologismo de Lula

Planalto acena com liberação de cargos para aprovar aumento de impostos

A população pagará duas vezes a conta do pacote de impostos baixado pela gestão Lula: a da gula tributária governamental e a do fisiologismo. A avaliação é do líder da Minoria na Câmara, Zenaldo Coutinho (PA). O tucano se refere às "movimentações pós-pacote" do Planalto para "consolidar uma maioria capaz de aprovar a tunga no bolso do cidadão".

PERDULÁRIO
"O governo preparou dois ataques à população: pela via da concessão de favores públicos a aliados e pela elevação da carga tributária. Reagiremos também em duas frentes. No Legislativo, onde a gestão petista pode ter surpresas, mesmo diante do fisiologismo escancarado; e no Judiciário, onde já há fortes questionamentos quanto à constitucionalidade das medidas do pacote", advertiu.
Nesta terça-feira, os ministros Paulo Bernardo (Planejamento), José Múcio (Relações Institucionais) e o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, começaram a analisar um mapa de cargos públicos, dos quais fazem parte 300 postos regionais, além das diretorias da Eletrobrás, da Eletronorte e da Eletrosul.
O novo loteamento seria a estratégia do Planalto para apaziguar os ânimos de sua base no Congresso Nacional. A primeira nomeação do lote deve ocorrer nos próximos dias: a do novo ministro de Minas e Energia, pasta que deverá ser ocupada pelo senador neo-peemedebista Edson Lobão (MA).
O 1º vice-líder do PSDB na Câmara, Leonardo Vilela (GO), considerou a barganha "completamente condenável". "Em si, a estratégia de cooptação e compra de votos já é lamentável. É pior ainda quando se trata de aumentar tributos, que serão mal gastos. É bom ressaltar que não vivemos uma situação de crise fiscal ou de falta de recursos. O que sabemos é que o governo é perdulário. Gasta muito e mal. Por isso prefere o caminho fácil de aumentar impostos ao invés de cortar gastos", avaliou o parlamentar goiano.
Para o senador Alvaro Dias (PR), o governo usa os cargos de confiança nos estados para atender às demandas dos partidos aliados e diminuir as pressões contra o pacote tributário e nas negociações que definirão os cortes no Orçamento. "O governo nunca termina o processo de nomeação. Em cada votação importante, as nomeações são retomadas", lamentou.

Fonte: Agência Tucana

Tucanos apresentam projetos que suspendem aumento de impostos

Decreto de Lula viola a Constituição de "maneira afrontosa", diz Alvaro

O senador Alvaro Dias (PR) protocolou na tarde desta terça-feira na Mesa Diretora da Casa dois projetos de decreto legislativo sustando os efeitos do decreto presidencial 6.345/08, editado no último dia 4, que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), acompanhou a entrega e também assinou os projetos.
Segundo Alvaro, esse tributo tem caráter regulador e sua alíquota só deveria ser alterada para "sanar turbulências no mercado financeiro". Contrariando esse entendimento, o Planalto elevou o IOF com objetivo único de aumentar a arrecadação para fazer frente ao fim da CPMF. "Isso caracteriza total desvio do princípio da finalidade, do qual o administrador público não pode se eximir", aponta.
O projeto do tucano se baseia no artigo 49 da Constituição Federal, segundo o qual é de competência exclusiva do Congresso Nacional sustar atos normativos do Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa". Alvaro Dias observa que a gestão petista não só exorbitou de sua "competência legal", como ignorou e violou princípios constitucionais ao elevar a cobrança do IOF. "O governo extrapola das suas possibilidades de legislar no recesso e o Congresso Nacional tem o dever de tomar essa providência", afirmou o paranaense logo após protocolar os projetos na Mesa Diretora.
Primeiro porque, conforme o tucano, o Planalto determinou "dupla incidência" do imposto sobre as mesmas operações. "No caso de empréstimos, inclusive financiamentos, incide a alíquota de 0,0082% ao dia (já majorada em 100% pelo próprio decreto) e a alíquota adicional de 0,38%. Fica evidente que não se trata de mera majoração, mas, na prática, da criação de adicional de imposto com alíquota diferente e uniforme, além do próprio IOF", alerta.
Além disso, o parlamentar paranaense ressalta que o decreto de Lula "viola de maneira afrontosa" o princípio constitucional da isonomia tributária ao impor "discriminação indevida entre os tomadores, onerando mais as operações de crédito cujos mutuários sejam pessoas físicas (alíquota de 0,0082%), em relação àquelas em que os mutuários são pessoas jurídicas (alíquota de 0,0041%)". "Ou seja, em operações idênticas com valores e condições iguais, o crédito tomado por pessoa física sofre injustificadamente maior gravame que o tomado por pessoa jurídica", esclarece.

QUEBRA DE ACORDO
Alvaro faz referência ainda à quebra do acordo selado com a oposição, em nome do presidente da República, pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), para viabilizar a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU). "Vale a pena elencar aqui alguns compromissos assumidos para que a DRU fosse aprovada: o governo não editaria medidas semelhantes à CPMF; não haveria risco de edição de pacote tributário; o governo negociaria cortes de despesas no orçamento no Congresso Nacional; além de regulamentar a emenda 29 para garantir recursos para os serviços de Saúde".
"Como se viu o governo mais uma vez preferiu ignorar o acordo e desgastar suas lideranças e ministros, colocando em dúvida uma relação que poderia nortear um relacionamento produtivo no âmbito do Congresso", lamenta o tucano.
A expectativa de Alvaro era de que a proposta fosse analisada em reunião da Comissão Representativa do Congresso Nacional. Porém, após sinalizar que deveria convocar a comissão nesta terça-feira, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), voltou atrás e anunciou no final da tarde que não haveria a convocação. O peemedebista alegou que não haveria urgência que justificasse a análise do assunto por um número reduzido de parlamentares - o colegiado é composto por 17 deputados e oito senadores.
Antes do anúncio de Garibaldi, o senador paranaense defendeu a discussão dos projetos em uma eventual reunião. "A comissão é constituída exatamente para deliberar sobre matérias dessa natureza durante o recesso parlamentar. Há agora, portanto, um fato concreto que justifica a convocação da comissão representativa", salientou o tucano. Com o cancelamento da reunião, a proposta de Alvaro será discutida somente no início do período legislativo, que começa em 6 de fevereiro.
Entre as atribuições da comissão, que representa o Parlamento durante o período de recesso, está justamente a de sustar atos normativos do Poder Executivo. Caso fosse convocado, o colegiado analisaria ainda o projeto de decreto legislativo de autoria do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) sustando a vigência da Instrução Normativa 802, da Secretaria de Receita Federal. A nova norma impõe às instituições financeiras o repasse semestral de dados sobre operações financeiras de pessoas físicas e jurídicas que ultrapassem R$ 5 mil e R$ 10 mil, respectivamente.

Veja AQUI a íntegra do projeto de decreto legislativo (em DOC)

Fonte: Agência Tucana

Feijão com arroz pesa mais no bolso do brasileiro

O ano mal começou, e a inflação dá sinais de que pode continuar subindo. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) calculado pela FGV para o período de 30 dias encerrado em 7 de janeiro teve variação de 0,89% - 0,19 ponto percentual acima do período anterior, encerrado em 31 de dezembro, e a maior taxa registrada desde maio de 2005. O resultado foi influenciado pela alta dos alimentos in natura e pelo reajuste das mensalidades escolares.
De uma lista de 21 itens de alimentos, 15 ficaram mais caros entre 8 de dezembro de 2007 e 7 de janeiro de 2008. O tradicional feijão com arroz subiu 17,38%, e as frutas, 3,28%. Com a volta às aulas em fevereiro, os preços das mensalidades e de materiais escolares também já começaram a subir. O grupo educação, leitura e recreação, que já tinha subido 0,27% no mês de dezembro, registrou alta de 0,72% no período encerrado em 7 de janeiro.
Ainda assim, economistas como André Braz, da Fundação Getulio Vargas (FGV-RJ), não apostam em picos inflacionários como os ocorridos em 2007, devido à aceleração de preços dos produtos agropecuários.
Mas outras pressões inflacionárias virão dos serviços, comenta Gian Barbosa, da consultoria Tendências. Ainda que seja uma pressão sazonal, ele aposta em aumentos nos preços, por exemplo, de cinemas e hotéis.
A mesma opinião é compartilhada por Carlos Thadeu Filho, do Grupo de Conjuntura da UFRJ. Segundo as projeções do economista, os serviços devem ter altas próximas de 5% em 2008 - pouco acima da meta de inflação, de 4,5%.
O feijão foi o vilão da inflação em 2007. O produto fechou o ano em alta de 198,77%, no atacado. Os produtos agropecuários em geral responderam por 40% da inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI). Esse indicador praticamente dobrou em 2007, saltando de 3,79%, no ano anterior, para 7,89%. O IGP-DI fechou dezembro em alta de 1,47%, a maior taxa desde março de 2003.
- A inflação dos alimentos em 2008 pode não ter a mesma magnitude da de 2007. Mas o consumidor ainda vai conviver com preços elevados. A inflação deve continuar a ser um problema em 2008 - analisa Sérgio Vale, da MB Associados.
Braz, da FGV, faz avaliação semelhante. Para ele, o ajuste entre oferta e demanda de alimentos já começou a ocorrer e deve provocar uma desaceleração gradual dos preços dos produtos agropecuários, no atacado, e dos alimentos, no varejo:
- Os próximos resultados dos IGP-DI podem mostrar novos aumentos, mas não tão elevados quanto os do passado.
Uma inflação na casa dos 4% é difícil de combater, mas não é uma ameaça, analisa Salomão Quadros, também da FGV. Ele não acredita que a inflação dispare em 2008. O que pode acontecer "é o brasileiro não ter os mesmos ganhos de renda".
Outro item com impacto sobre o Índice Nacional da Construção Civil (INCC-DI), - com peso de 10% no IGP-DI - foi o cimento, que registrou em 2007 alta de 18,24%, a maior desde 2002, quando os preços do produto subiram 26,9%.
- Em 2001, o preço do cimento subiu 24,14%; em 2000, 14,85%, e em 1999, 31% - lembrou Braz, comentando que a alta dos preços do produto foi a principal responsável pela aceleração do INCC, que subiu de 5,04%, em 2006, para 6,15%, no ano passado.

Fonte: O Globo

Cargos em troca de cortes
Editorial do Estadão

O bazar do Planalto reabriu as portas. É o jeito lulista de fazer política. Tendo ignorado por completo a base aliada no Congresso, no empacotamento das medidas concretas de aumento de impostos e da intenção anunciada de cortar R$ 20 bilhões do gasto dos Três Poderes, uma coisa e outra para irrigar as contas federais depois que secou a fonte da CPMF, o presidente Lula mandou os seus "vendedores" queimarem o estoque de cargos que podem ser mercadejados com os partidos governistas. A idéia é neutralizar no nascedouro os ensaios de traição dos parlamentares expostos ao risco de serem privados do seu capital mais precioso - a materialização das suas emendas, individuais ou de bancada, ao Orçamento da União, que somam mais de R$ 60 bilhões. É jogo jogado, como se diz. "Se o governo vai cortar emendas, tem de liberar os cargos", anuncia as suas condições o líder do PR na Câmara, Luciano do Castro. "Passar a tesoura nas emendas é arrumar encrenca com o Congresso."
Depois de ter feito muito, mas não o suficiente - no conspurcado plano fisiológico, bem entendido - para prevenir as defecções nas bancadas da coalizão, que se revelariam decisivas para a derrubada da CPMF no Senado, desta vez no Planalto não se admite a hipótese de que os seus parceiros de mesa estejam blefando. "Qualquer ameaça tem de ser levada em conta", concede o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Ele se refere, naturalmente, à possibilidade de que um certo número de deputados e senadores da base se vinguem do governo, deixando espaço para a oposição bloquear a votação do Orçamento-Geral da União e, no limite, pôr em xeque a aprovação da medida provisória que aumentou a CSLL. (Por decreto, o presidente Lula fez o mesmo com alíquotas do IOF.) O Congresso voltará a funcionar em fevereiro, depois do carnaval. O governo corre contra o tempo: as decisões sobre a execução orçamentária, neste ano eleitoral, precisam ser tomadas todas no primeiro semestre.
Daí a urgência em "tentar resolver as demandas reprimidas nos Estados", conforme o eufemismo do ministro para a frustração das caciquias partidárias diante do não preenchimento das vagas federais pelo País afora. "Tentar resolver" é bem o termo, porque as demandas são também conflitantes e não raro excedem à oferta. Trata-se de qualquer coisa como 300 cargos regionais negociáveis. Isso sem falar nos muito menores e muito melhores empregos na cúpula das estatais do setor energético, como a Eletrobrás, Eletronorte e Eletrosul. O PMDB-Senado finalmente deve emplacar o maranhense Edison Lobão como titular de Minas e Energia. Mas o PMDB-Câmara também apresenta a sua fatura nessa área - nada menos do que a diretoria internacional da Petrobrás. O pior, para Lula, é que, supondo possível a quadratura do círculo, com o pleno atendimento das reivindicações concorrentes no seio do governismo, ainda assim continuará sendo mais fácil falar em cortes do que cortar.
"Todo mundo acha que é preciso cortar, mas não no seu setor", resume Monteiro, constatando uma eterna verdade na esfera pública nacional. No regime constitucional dos Poderes "harmônicos e independentes entre si", o Executivo não tem a prerrogativa de dizer ao Legislativo e ao Judiciário quanto e onde gastar. A isso se acrescentam, no caso do governo, os gastos insuscetíveis de cortes, como as transferências e repasses de recursos estabelecidos na Constituição. Fechando o círculo, este é um governo que faz praça de sua crescente prodigalidade ali onde está livre para gastar menos ou mais. Foi esse desregramento erigido em filosofia administrativa que levou Lula a admitir, no seu mais recente programa semanal de rádio, anteontem, que é preciso cortar. "Resolvemos com muita seriedade e tranqüilidade anunciar ao Brasil que temos de cortar na veia outra vez."
É pena que, mais uma vez, tenha se confundido com as metáforas. Cortar a (não na) veia é coisa de suicida. Para economizar gastos é preciso "cortar na carne". Aliás, para deter a verdadeira hemorragia de gastos que só se mantém à custa de uma das mais iníquas cargas tributárias do planeta, não se pede que se corte na carne da administração pública, mas sim nas suas enxúndias político-administrativas.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Envio de spam poderá ter multa de até R$ 200 por mensagem

Proposta foi apresentada pelo deputado Eduardo Gomes

O envio de spams poderá ser punido com multa caso a Câmara aprove o Projeto de Lei 1227/07, do deputado Eduardo Gomes (PSDB/TO). A proposta define o spam como qualquer mensagem eletrônica não solicitada, isto é, enviada por e-mail ou outro procedimento sem prévia autorização do remetente. A proposta admite o envio de mensagem eletrônica comercial apenas quando houver relação comercial pré-existente entre o remetente e o destinatário.
Os infratores pagarão uma multa de até R$ 200 por mensagem eletrônica comercial não identificada enviada ou mensagem não solicitada enviada em desacordo com as exigências da lei. O envio de uma mensagem eletrônica a destinatário que tenha optado por não recebê-la também será multado em até R$ 200.
Além disso, a mensagem deverá conter um endereço válido para resposta e oferecer um procedimento claramente identificável para que o destinatário opte por não receber outras mensagens do remetente. Uma mensagem eletrônica não solicitada poderá ser enviada uma única vez, desde que atenda a essas exigências.
Os provedores de acesso a redes de computadores serão obrigados a manter recursos que possibilitem aos usuários identificar, bloquear e optar por não receber mensagens eletrônicas não solicitadas. Caso o provedor deixe de oferecer esses recursos, será multado em até R$ 500, com acréscimo de 1/3 na reincidência.
O projeto caracteriza como crime o falseamento e a fraude nas informações sobre o remetente das mensagens, sobre a data e hora de expedição ou do roteamento de qualquer mensagem eletrônica. A conduta criminosa será punida com detenção de três meses a dois anos, e multa de até R$ 500 por mensagem falseada ou fraudada.
Eduardo Gomes lembra que o envio de mensagens não solicitadas é um dos principais problemas na internet atualmente. "Estatísticas recentes revelam que mais da metade das mensagens que trafegam na rede mundial são spam. Essa proporção crescerá ainda mais nos próximos anos", teme.
Segundo o deputado, além do transtorno para o destinatário, o spam é um problema econômico para a rede mundial de computadores. "Embora saia de graça para o remetente, o custo do tráfego de spam é arcado pelos serviços de acesso à rede e pelos que a sustentam, tais como governos nacionais e instituições de fomento à pesquisa", salienta.
O parlamentar reconhece que a aplicação da lei é difícil para coibir o tráfego indesejado de spams, por conta do caráter supranacional da Internet e da dificuldade de identificação do remetente. Mesmo assim, afirma entender que "a discussão do problema é de grande relevância para a comunidade de usuários da rede" e o Congresso não pode evitá-la.
O projeto tramita em conjunto com o PL 2186/03, que já foi aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. As propostas serão analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de seguir para o plenário.

Fonte: Agência Câmara

As veias abertas do mensalão
Ugo Braga

A confirmação de José Dirceu sobre o esquema permite uma reflexão profunda sobre a máquina política brasileira e suas engrenagens
O perfil do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu publicado na edição da revista Piauí mandada às bancas no último fim de semana é um manancial, um mangue. Dele, pode-se tirar quase tudo. Pela primeira vez, por exemplo, um petista graúdo veio à público e não só parou de negar, mas admitiu, confirmou e ainda teceu explicações sobre o mensalão. Às vezes, metendo-se a mão na lama, sai caranguejo grande.
Ao defender-se da acusação de ser chefe do esquema, Dirceu sempre argumentou que tal hipótese era nula, por impossível. Se o esquema não existia, como poderia ele ser chefe? Agora, a coisa mudou. E não sou eu quem diz. Para tanto, reproduzo as aspas do personagem em questão.
"Esse pessoal (referia-se às alas mais à esquerda do PT) é assim. Chegava para o Delúbio e falava: `Delúbio, preciso de um milhão´. Como é que alguém vai arrumar esse dinheiro assim, de uma hora para outra? O pobre do Delúbio tinha de ir aos empresários, conseguir doações. Aí, estoura o mensalão e esse pessoal vem dizer que o Delúbio era o homem da mala. O que não dizem é que a mala era para eles."
Bom, há aí uma explicação de gente de dentro sobre o que o mensalão era para o PT. Mas essa é uma perspectiva simples e rasa. A confirmação de Dirceu permite outra, mais profunda, sobre a máquina política brasileira, suas engrenagens e conseqüências.

A FIRMA
Talvez pelo fato de o Brasil ser um país subdesenvolvido, a maior empresa nacional sempre foi o governo. Ainda mais depois que a Constituição de 1988 delegou ao Estado uma imensa gama de serviços públicos universais e gratuitos. Para atender à clientela tão vasta e a preço tão barato, a firma precisa de um cabedal extenso de fornecedores. Tem-se, pois, que o presidente da República administra a organização econômica que mais compra na economia. Toda compra realiza um pagamento, todo pagamento tem um recebedor.
A administração do governo, como sabemos, não é puramente gerencial. O chefe a reparte em departamentos. Entrega cada um deles a alguém de sua confiança, a quem chama de ministro, responsável por fazer pagamentos, muitos e bilionários, a fornecedores privados capazes de transformar em ação pública as políticas emanadas da empresa.
Pois bem, o que aconteceu depois da redemocratização? Nenhum grupo político conseguiu chegar ao poder sendo amplamente majoritário. Precisou unir-se a outras forças com o intuito de governar. E precisou entregar a essas forças cada um daqueles departamentos, com seus pagamentos milionários.
Chego a meu ponto: os grupos políticos pós-redemocratização cresceram e sobreviveram corrompendo os pagamentos da maior empresa nacional, justamente aquela cuja multiplicidade de comando e fragilidade de controle, somados à torrente de recursos a transitar continuamente, a tornavam verdadeira fonte inesgotável de financiamento eleitoral.

NOVA ADMINISTRAÇÃO
Tudo mudou em 1º de janeiro de 2003. Incomodados com os pífios resultados do modelo de gestão anterior, os donos da empresa elegeram um novo grupo de administradores - o PT. Estes, mudaram um pouco o esquema. Assumiram os departamentos. E dominaram todos aqueles pagamentos com que os grupos políticos se sustentavam.
O problema é que o PT, tal qual seus antecessores, também não venceu a eleição de forma amplamente majoritária. E, dado que o Brasil, como de resto todo o mundo civilizado, dividiu o poder em três instâncias autônomas e interdependentes, precisava das outras forças políticas para governar, notadamente no Congresso Nacional. Eis o mensalão. Eram pagamentos, ou doações, como prefere Dirceu, arrecadados fora da máquina pública para irrigar a vida partidária, pagando-lhes despesas e viabilizando sua existência.
O arranjo ruiu quando alguns personagens previram uma catástrofe. Se os pagamentos fossem interrompidos num ano eleitoral, só o PT teria dinheiro em caixa. Elegeria bancadas formidáveis no Congresso e, pela primeira vez, uma força política orgânica estaria em condições de exercer o poder sozinha. Ou, pelo menos, com ampla preponderância sobre as demais. Roberto Jefferson foi uma espécie de profeta desse acontecimento. Por isso, denunciou o esquema.
A julgar pelas reações posteriores, a sociedade brasileira condenou o mensalão. De certa forma, trata-se de uma espécie de declaração de pluripartidarismo. O governo do PT viu-se obrigado a montar a empresa segundo a velha distribuição de departamentos, com seus muitos pagamentos e diversos interesses em jogo.
E, reeleita, preparou um grande e bilionário pacote de obras públicas, a que batizou com pompa de Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Fonte: Correio Braziliense

Só em eventos, governo federal já gastou R$ 430 mi
Sérgio Gobetti

Análise dos números do Siafi mostra que exposições e festas são as que mais têm crescido

O governo federal já gastou R$ 430 milhões com a realização de exposições, congressos, conferências e festas desde o início da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os dados foram extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e, num momento em que o próprio presidente determinou a racionalização dos gastos, mostram que esse tipo de despesa supérflua é uma das que mais crescem na Esplanada dos Ministérios e nos demais Poderes.
Entre 2001 e 2003, o gasto médio com essa finalidade oscilava em torno de R$ 42 milhões ao ano. Entre 2004 e 2007, a média pulou para R$ 111 milhões anuais. No ano passado, os Ministérios dos Esportes e do Turismo lideraram a gastança com exposições e congressos: R$ 21,6 milhões e R$ 11,8 milhões, respectivamente. Com festividades e homenagens, quem mais gasta é o Ministério da Defesa (R$ 4,7 milhões ao ano), seguido pelo Ministério das Relações Exteriores (R$ 2,2 milhões).
Uma das entidades que mais faturam com a realização de eventos e divulgação do turismo brasileiro é a Federação Brasileira de Convention e Visitors Bureaux.
Essa ONG já recebeu R$ 110 milhões desde o início do governo Lula e está entre as 20 entidades privadas sem fins lucrativos que mais recebem recursos do governo federal, embora não conste da lista investigada pela Corregedoria-Geral da União (CGU).
Até 2002, essa federação quase não recebia recursos da União. Foi no governo Lula, na gestão do ex-ministro Walfrido Mares Guia, que a entidade começou a aparecer com destaque nos extratos do Siafi analisados pelos técnicos da Comissão de Orçamento do Congresso. Hoje, seu faturamento anual com dinheiro federal é do mesmo nível do Serviço Social da Indústria, o Sesi, e se aproxima do das centrais sindicais.
Além dos gastos com festas e congressos, outra despesa supérflua também chama a atenção: são as de "copa e cozinha".

COPA E COZINHA
Entre compra de materiais e contratação de serviços de garçom, o governo Lula e os chefes dos demais Poderes já gastaram R$ 313 milhões nos últimos cinco anos. A média anual de gasto com "copa e cozinha" era de R$ 30 milhões entre 2001 e 2003 e em 2007 chegou a R$ 88 milhões.
Nessa seara, o Ministério da Saúde é que lidera o ranking da gastança: desembolsou R$ 22,6 milhões no ano passado com a contratação de serviços de copa e cozinha, seguido pelo Ministério da Educação (R$ 5 milhões) e pela Presidência da República (R$ 4,8 milhões).
Nem a Câmara dos Deputados gasta tanto com garçons e comida - R$ 4,6 milhões em 2007, valor igual ao do Ministério Público da União.
Outro sinal de preocupação aparece na evolução dos gastos da União com serviços de apoio administrativo, que passaram de R$ 408 milhões em 2002 para R$ 1,1 bilhão em 2007.
A conta de combustíveis para abastecer os veículos oficiais também cresce velozmente: de R$ 312 milhões em 2002 saltou para R$ 726 milhões em 2007.

Fonte: O Estado de S. Paulo

E quando seis não são meia dúzia? José Nêumanne

O Partido dos Trabalhadores (PT) é um aplicado discípulo dos coronéis da Guarda Nacional de antanho. Sua Bolsa-Família, por exemplo, é uma versão contemporânea do ancestral método de dar o peixe, em vez de ensinar o pobre a pescar, que os chefes políticos regionais da República Velha usavam. Não apenas para assegurar os préstimos do agraciado em troca de um punhado de farinha, mas também para mantê-lo sob jugo permanente: o homem capaz de produzir o próprio alimento pode conquistar a autonomia e, depois, negar-se a servir ao barão. Mas na adaptação do feudalismo coronelista ao figurino socialista, que os petistas dizem vestir, há também o abandono de velhas práticas que garantiam a solidez das relações entre manda-chuvas e súditos. Uma é a do fio de bigode: entre coronéis o empenho da honra valia mais que documento. No neocoronelismo petista a palavra é vaga e a promessa, vã: obtida a regalia, não se cumpre a contrapartida ofertada.
Não se trata de algo novo, posterior à ascensão do grupo ao poder, mas de uma práxis adotada desde a pré-história petista na era heróica do sindicalismo autêntico. O problema é que, ao usar na gestão pública essa tática de se comprometer e voltar atrás para tirar vantagem nas negociações para aumentar salário, melhorar as condições da categoria ou parar greves, o grupo que está no poder federal não leva em conta o fato de que aqui vige uma democracia. E na democracia moderna, apoiada em instituições impessoais, e não no carisma dos líderes, o compromisso não se limita ao fato de a palavra real ser irreversível (afinal, "palavra de rei não volta atrás"). Mas vai além disso: é a garantia de confiabilidade, sem a qual a negociação política perde o valor. Talvez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem precisasse assegurar que não criaria novo imposto nem elevaria a alíquota de algum já existente para obter o que precisava naquele momento - a renovação da Desvinculação das Receitas da União (DRU). A oposição se tinha concentrado na luta contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) e deu a impressão na votação seguinte de que nem sabia direito como votar. O discurso monolítico da rejeição ao imposto do cheque diluiu-se num arrazoado confuso na votação posterior. Mas o fato é que, precisando ou não, o presidente prometeu o que não faria para conseguir o que pretendia.
Ao baixar um pacote no primeiro dia sem o jorro da fonte da CPMF nos jardins do erário, o presidente fez muito mais que faltar à palavra dada e quebrar a promessa: ele cuspiu nas instituições e jogou areia nas engrenagens da máquina que faz a democracia funcionar. Não foi a oposição que lhe negou os três quintos dos votos do plenário para prorrogar até 2011 a arrecadação garantida de R$ 40 bilhões por ano: foi o Senado. Ou seja, o Poder Legislativo. Aliás, o Poder republicano por meio do qual o povo é diretamente representado. Mais que voltar atrás na palavra de rei, ele desrespeitou uma decisão da sociedade, representada pelos senadores. Os milhões de votos que teve da mesma sociedade não lhe podem servir de pretexto para tanto, pois a regra do jogo que ele aceitou jogar quando jurou respeitar a Constituição prevê a autonomia e a soberania dos Poderes. Da mesma forma que congressistas e juízes não estão autorizados a interferir em atos do Executivo, não é lícito que o chefe deste Poder ignore decisões dos parlamentares só porque estas o desfavorecem.
Por mais que solapem o crédito ou usurpem do cidadão os escassos ganhos que havia reconquistado com a decisão de não prorrogar a CPMF, as medidas anunciadas na virada do ano merecem repulsa e revolta muito mais pelo atentado que cometem contra o Estado de Direito. Sempre fiel a seu estilo, o funcionário encarregado de divulgá-las, Guido Mantega, ministro da Fazenda, disse que o aumento do IOF no lugar da prorrogação da CPMF era a troca de "seis por meia dúzia". A frase reduz ao rés-do-chão a brutalidade da intervenção autoritária do governo a que ele pertence, mas não era necessária para que se tivesse noção do atentado cometido contra as instituições democráticas por um grupo que, no poder, confunde popularidade com legitimidade e prestígio com licença para exercer o arbítrio.
O índice de aprovação de Lula, que chegou a 65% na última medição, não deveria autorizar pequenas malandragens do gênero, mas fortalecer ainda mais o senso de responsabilidade que um estadista precisa ter numa situação dessas. Mas, se a esperteza dele é lamentável, mais execrável ainda é a incompreensão de setores do Legislativo, que, em vez de reagirem à altura à afronta, oferecem o flanco para que o chefe do Executivo o chute de novo. Foi preciso que, uma vez mais, uma voz autorizada do Supremo Tribunal Federal (STF) repusesse as coisas em seus devidos lugares para que um partido da oposição - o DEM - pelo menos franqueasse ao Judiciário a oportunidade de restaurar os direitos mínimos da cidadania, esbulhados e achincalhados pelo Estado estróina. Longe vão os tempos em que parlamentares alinhados politicamente com o regime militar reagiam de maneira altiva às investidas autoritárias dos hierarcas do Planalto. Viciado em dizer amém aos poderosos que têm a chave do cofre da Nação, o Parlamento ainda não se ergueu para se impor, mas se mantém de cócoras para continuar devorando as migalhas do banquete em que os donos do poder republicano se refestelam. A ação direta de inconstitucionalidade do DEM e o decreto de Alvaro Dias (PSDB-PR) tornando as medidas sem efeito são indícios de que há, pelo menos na oposição, sinais de vergonha na cara no Congresso e o cidadão não está de todo indefeso. Se o ministro Marco Aurélio Mello estiver certo, o STF a ajudará a acender uma vela na treva.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Caso Masp: secretário elogia eficiência da Polícia de SP

Agentes devolveram duas telas furtadas ao museu nesta terça

As duas telas do Masp (Museu de Arte Moderna de São Paulo) recuperadas ontem pela Polícia Civil paulista voltaram ao local de origem na manhã desta quarta. Furtados em 20 de dezembro, numa operação que durou pouco mais de três minutos, os quadros "O Lavrador de Café", de Portinari, e "O Retrato de Suzanne Bloch", de Picasso, avaliados em mais de R$ 100 milhões, foram recuperadas em Ferraz de Vasconcelos, na Região Metropolitana de São Paulo. Além das obras, a equipe do Deic (Departamento de Investigações Criminais) apresentou dois acusados de terem cometido o delito.

INTELIGÊNCIA
A ação foi coordenada por policiais da 3ª Delegacia de Crimes contra o Patrimônio, sob a supervisão dos delegados Adilson Marcondes e Marcelo Teixeira Lima. Marcondes informou que R.J.J., de 32 anos, foi preso no local, e F.L.L.L., de 33 anos, havia sido detido no dia 27 de dezembro, na capital paulista. R.J.J. foi quem indicou o local onde os quadros estavam escondidos, uma residência em Ferraz de Vasconcelos. Segundo o delegado que preside o inquérito, as obras foram encontradas protegidas por uma capa de plástico atrás de uma cama. No imóvel não havia ninguém.
Maurício Freire, delegado geral da Polícia Civil paulista, explicou que a investigação corre em segredo de justiça, e que maiores detalhes sobre como ocorreram as prisões e a apreensão das obras ainda não podem ser revelados porque nem todos os envolvidos foram identificados e isso poderia prejudicar investigações futuras. "É evidente que eles não cometeram o crime para ficar com as obras. As diligências agora serão no sentido de descobrir quem encomendou ou para onde iriam os quadros", disse.
De acordo com ele, os dois homens presos participaram da ação no dia do furto e também estão envolvidos com as outras tentativas de roubo que ocorreram anteriormente. F.L.L.L. admitiu ter participado em uma das tentativas, mas negou o furto. R.J.J. possui uma extensa ficha criminal e era foragido da penitenciária de Valparaíso, onde cumpria pena de 13 anos por assalto.

A MELHOR DO PAÍS
O delegado geral destacou o "primoroso trabalho de investigação da polícia", assim como fez o secretário estadual de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, que classificou a polícia do estado como a melhor do Brasil. "Gostaria de cumprimentar a Polícia Civil de São Paulo pela rapidez, presteza e eficiência demonstradas neste caso. Agradeço, não apenas como secretário, mas também como cidadão, por esses patrimônios da humanidade terem sido recuperados", afirmou.
Depois de examinar as telas na noite de terça, Eunice Sophia, perita do Masp, garantiu que elas estão em perfeito estado. "São duas preciosidades que estão voltando ao museu, como dois filhos que retornam para casa", comemorou ela.
Júlio Neves, presidente do Masp, também esteve no Deic na noite de terça-feira para fazer o reconhecimento das obras e fez questão de parabenizar as autoridades e a polícia pelo trabalho realizado. "Gostaria de agradecer o brilhante, competente e dedicado trabalho da polícia paulista por nos devolver este patrimônio que não é só de São Paulo, mas do mundo inteiro". Ele lembrou ainda o empenho da Polícia Militar, que também esteve concentrada todo o tempo em resolver o caso.

Fonte: Governo de São Paulo

Frase do Dia

"Não é dando cargos ou liberando emendas que faremos com que o Brasil vá para frente."

Sérgio Guerra, ao condenar o loteamento de cargos para acalmar a base aliada.

Ubatuba

Polícia do AM prende ex-PM acusado de matar criança em Ubatuba em 1990

A polícia do Amazonas prendeu na manhã desta quarta-feira um ex-capitão da Polícia Militar de São Paulo acusado de matar Juliana Ribeiro Siqueira, então com 4 anos, em Ubatuba (litoral norte de São Paulo). O crime aconteceu em 23 de janeiro de 1990.
O ex-capitão, que não teve seu nome divulgado pela polícia, havia sido denunciado no programa "Linha Direta", da TV Globo. Ele foi preso em sua casa, no bairro Cidade Nova, na zona norte de Manaus, pelo Fera (Força Especial de Resgate e Assalto).
O acusado havia fugido do presídio militar Romão Gomes e conseguiu tirar uma identidade falsa no município de Nossa Senhora do Livramento (MT), com o nome de Paulo Pedreira Matta.
O ex-capitão, segundo a polícia amazonense, tem três mandados de prisão expedidos pela 4ª Auditoria Militar de São Paulo relativa a uma condenação de 31 anos de prisão pela Justiça Militar.

Fonte: Folha Online

Turismo de Ubatuba quer atingir 60 escalas de cruzeiros em cinco anos

De olho na crescente demanda do mercado de cruzeiros no Brasil - o setor cresceu 1000% nos últimos seis anos - e na saturação dos portos de Santos e Ilhabela para atracação de passageiros - a secretaria de turismo de Ubatuba, balneário do litoral norte paulista, resolveu investir na vinda de navios de turismo e os primeiros resultados já podem ser vistos nessa temporada. Amanhã (09/01), a cidade recebe sua primeira escala de cruzeiro de cabotagem. Às 9h, o navio Island Escape, da Royal Caribbean, chega ao Piér Taguá com 1700 passageiros e 500 tripulantes.
"Ao longo dos últimos anos participamos de todos os eventos de cruzeiros no país e em março de 2007 tivemos a oportunidade de estar na maior feira dos Estados Unidos no segmento, a Seatrade, e conhecer a matriz e a diretoria da Royal Caribbean. De lá, começamos a preparar Ubatuba como destino marítimo e após toda a tramitação burocrática e inspeções técnicas dos órgãos competentes e da própria Sun&Sea conseguimos a aprovação em 18 de dezembro para receber este navio", explicou Luiz Felipe Azevedo, secretário de turismo de Ubatuba, ao MERCADO&EVENTOS.
Além de turistas, a chegada do Island Escape também proporcionará ao município a confirmação de mais duas escalas do navio para os dias 20 de janeiro e 12 de fevereiro, respectivamente. Também a partir de amanhã (09/01) as outras três armadoras que navegam pela costa brasileira - MSC Cruzeiros, Costa Cruzeiros e CVC - iniciam seus processos de inspeção para a temporada 2008-2009. "Nossa estimativa é que Ubatuba passe a receber já no verão do ano que vem, pelo menos, dez escalas. Dentro de cinco anos, nossa meta é alcançar a média de 60 paradas no píer Taguá", destacou Azevedo.
Para a atracar os navios, a cidade conta com a estrutura com o píer de 200 metros quadrados localizado dentro das instalações do Tamoios Yatch Club. A ele, também foi acoplado um píer flutuante de 50 metros quadrados para dar mais segurança e conforto aos passageiros. De acordo com o secretário, os hóspedes dos cruzeiros terão ainda à disposição transporte gratuito. Serão ao todo 13 ônibus e três vans para levar os hóspedes dos navios às excursões para os pontos turísticos de Ubatuba e em casos de emergências, três helicópteros estarão a postos.
"A montagem de toda essa infra-estrutura custou à cidade R$200 mil. No entanto, trabalhamos também para reurbanizar as avenidas turísticas com novas calçadas e faixas para ciclovias. O montante, somente para essa operação, foi em torno de R$2 milhões", comentou Azevedo. A vinda do primeiro navio a Ubatuba deve gerar em mvimentação financeira para cidade mais de R$100 mil e contribuir para que o balneário encerre a temporada de verão com 1,5 milhão de visitantes.

Fonte: Mercado & Eventos

Laudo da Cetesb aponta 11 praias impróprias no Litoral Norte

A última medição da Cetesb, que avalia a condição de balneabilidade (qualidade) das praias do Litoral Norte, apontou 11 praias das quatro cidades como impróprias.
Divulgado nesta terça-feira (8), o índice corresponde à medição realizada entre 9 de dezembro de 2007 a 6 de janeiro.

Veja a lista das praias impróprias:

Caraguatatuba
Indaiá

Ilhabela
Itaguaçu, Viana e Feiticeira

São Sebastião
Toque-Toque Pequeno, Camburí, Una, Boracéia e Pontal da Cruz

Ubatuba
Itaguá (na Avenida Leovegildo, altura do número 1724), Itamambuca e Perequê-mirim

Segundo a Cetesb, o motivo do aumento no número de praias impróprias é devido ao grande número de turistas que estão nas cidades e também à quantidade de chuvas que atingiu o Litoral Norte.

Fonte: VNews

Manchetes do dia

- JB: Indústria já prevê corte de gás no Rio

- Folha: Oi acerta compra da Brasil Telecom

- Estadão: EUA preparam pacote para estimular economia

- Globo: Violência: Cabral pede descentralização de leis

- Gazeta Mercantil: Politização agravou crise energética

- Correio: Corrida aos postos esgota vacina no DF

- Valor: GE prepara sua ofensiva em imóveis no país

- Jornal do Commercio: EMTU pede aumento de 8% para passagens

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais.